sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dar voz ao Sul numa estrutura mais atraente.

Num jantar que, quinta-feira, dia 28 de Janeiro, reuniu mais de 200 engenheiros no Centro de Congressos de Lisboa, para o lançamento da candidatura “Novo Impulso” à Ordem dos Engenheiros – Região Sul, José Tiago Mendonça, que lidera esta lista identificada como RB, defendeu uma Ordem dos Engenheiros mais atraente, a necessidade de qualificar o “título de engenheiro”, a urgência de fazer corresponder o perfil dos dirigentes da Ordem ao dos engenheiros nacionais, bem como de conferir à Região Sul uma relevância proporcional aos 55% de inscritos que representa na estrutura nacional.


«Esta candidatura é a única completa, para todos os órgãos regionais, para todos os colégios regionais e também para todas as delegações distritais da Região Sul da Ordem dos Engenheiros. É composta por elementos muito respeitados no domínio da engenharia privada e representativa do perfil actual do engenheiro português. É gente que está no terreno, que conhece as dificuldades do dia-a-dia», explica José Tiago Mendonça, a quem os contactos desenvolvidos para a elaboração da lista permitiram perceber a urgência de ter uma Ordem mais atractiva para os engenheiros de algumas especialidades.

«Nos colégios de informática, agronomia, geográfica, por exemplo, 8 em cada 10 contactados não eram membros da Ordem. Temos que fazer algumas mudanças para que a Ordem seja mais “sexy”. A Ordem é uma senhora altamente respeitável, a quem nós devemos muito, mas temos que a tornar mais atraente, mais interessante e indispensável nas carreiras dos engenheiros nacionais», argumentou o líder da candidatura “Novo Impulso”.

Para alcançar este objectivo, José Tiago Mendonça defendeu uma Ordem mais participada, capaz de ser o centro do debate das grandes questões nacionais e uma chancela da qualidade da engenharia nacional.

Existe, contudo, um problema de léxico para que este cenário de efective. «Temos engenheiros que são reconhecidos pela Ordem, outros que são licenciados em engenharia e ainda engenheiros técnicos. Uns são mesmo engenheiros, outros são engenheiros mais ou menos, outros não são mesmo engenheiros. É um léxico que não nos ajuda nem a diferenciar, nem a qualificar. Temos de acabar com este paradoxo…», observou José Tiago Mendonça, que questiona também a profusão de cursos superiores de engenharia não reconhecidas pela Ordem dos Engenheiros.

Para o candidato a presidente do conselho directo da Região Sul, esta estrutura «que tem cerca de 55% dos membros da Ordem, deve ser o seu motor e no último triénio esteve muito apagada. A Ordem precisa de uma Região Sul solidária, mas mais independente, com maior capacidade de realização e de autonomia. As eleições ganham-se a Sul».

As eleições para a Ordem dos Engenheiros realizam-se a 26 de Fevereiro. Os votos por correspondência têm de ser enviados até ao dia 19 do mesmo mês.

Sem comentários:

Enviar um comentário